6.10.06

Meninas perdoem - me se eu for incoerente com o nosso blog nesse post ...

Queria falar de um outro amor hoje: o amor solidário. Ontem fui cobrir um evento de um centro de convivência em São Miguel Paulista, na zona leste e fiquei com lágrimas nos olhos de verdade, faltou pouco pra chorar.
Na segunda e terça dessa semana, estava desacreditada do mundo desistindo do ser humano e com vontade de pedir as contas, ir morar num lugar ermo onde tivesse que caçar pra poder comer, me isolar. E qdo lembrei que tinha que ir nesse evento, quis correr de novo, estava muuuuito pra baixo. Mas enfim, fui ao tal evento.
Comissão de cultura: um grupo de pessoas das mais diversas profissões, esses eram os responsáveis pela feira e por toda estrutura do CDC Tide Setubal, tuuuuuudo voltado pra crianças e jovens de zero à 17 anos. Aquele brilho nos olhos, aquela empolgação em falar, aquele orgulho ... dos organizadores, pessoas apaixonadas pela causa como se costuma dizer no nosso meio. Me senti um lixão, eu um nada nesse universo, com pude achar que o meu mundo é ruim, que meu país não tem jeito se outras pessoas luta contra tudo e contra todos pra levar um pouco de cultura e oportunidade pra pessoas que eles nem conhecem, quem é que me dava esse direito? Não, eu nunca tive esse direito, estava fugindo da minha responsabilidade de crer no mundo, na humanidade, no meu país. Mas veio a sensação de impotência, de que sou pequena e não posso fazer nada. Acreditem recebi um sinal, um puxão de orelhas. Em dois dias, socorri duas pessoas que passavam mal no metrô, em plena estação Sé. No evento um cantos Zulu de Arrebatá, me deu o cd dele e me pediu "apenas pra divulgar, você tem como". Senti um tapa na cara, eu sou alguém, eu sou saudável, eu posso mudar alguma coisa ou alguém, eu posso ser educada mesmo qdo ninguém está sendo, eu posso jogar o lixo no lixo, eu posso dar a vez, eu posso sorrir pra uma criança, eu posso ler pra alguém que não pode, eu posso escrever pra denunciar, pra elogiar ou seja eu posso interferir nesse mundão de meu Deus.
Espero que todos possam sentir essa responsabilidade, e que a tomem para si.

"O mundo não anda mesmo muito bem. Todo mundo sabe, todo mundo fala. Mas o que é que nós podemos fazer para mudar isso? Tem que começar de algum jeito".

8 Jeitos de Mudar o Mundo

Hehehehe desculpem o desabafo, quero mais que amor pra mim, quero amor solidário, o maior amor do mundo!

Um comentário:

Gardênia disse...

Se toda incoerência fosse assim...Adorei, foi um tapa na cara pra mim também!
Engraçado que acho que de alguma forma chegou aqui estas vibrações de amor..." eu preciso dizer que te amo...tanto.."
Te adoro Robs, por ser quem vc é, cada dia mais!